resident evil outbreak e como ele estragou o meu dia
vai tomar no cu.
dia 6 de junho aconteceu a summer game fest, uma conferência para anúncio de novos jogos apresentado pelo geoff keighley, o homem que mais quer ser amado pelos gamers. lá, a capcom anunciou resident evil requiem, a nona iteração da franquia. no trailer, fala-se do assassinato da mãe da nova personagem (grace ashcroft). o nome da mãe já era conhecido na franquia; ela havia aparecido no jogo resident evil outbreak de 2003, sendo uma das personagens jogáveis dentre as oito presentes. não nego que fiquei extremamente entusiasmado com o lançamento do novo jogo (até porque a ideia de explorar uma raccoon city devastada pela bomba no futuro é FANTÁSTICA), e isso me bateu uma ideia que parecia incrível: jogar o jogo onde a mãe da personagem tinha aparecido pela primeira vez.
aproveitei e chamei meu melhor amigo pra jogar, já que o resident evil outbreak foi o primeiro jogo da franquia a introduzir o multiplayer (sim, em 2003). depois de muito tempo aprendendo a configurar conseguimos jogar juntos e foi uma experiência muito legal! o jogo era difícil mas se você soubesse onde ir, se transformava numa experiência divertida. a princípio, ficamos surpresos do jogo se dividir em cinco cenários diferentes e estávamos intrigados em entender o passado da personagem que seria importante para o próximo jogo… e foi aí que quebramos completamente a cara. quando terminamos o primeiro cenário - muito bom, diga-se de passagem - os personagens estavam seguros e logicamente partimos para o próximo cenário onde… eles estavam em um laboratório sem explicação prévia…? algo não estava batendo.
seguimos jogando e conseguimos terminar o 2° cenário sem entender o que estava acontecendo (esse era RUIM, lento, nada dinâmico). quando chegamos ao terceiro cenário, percebemos que alguma coisa estava errada. começamos num hospital, novamente sem explicação. essa foi a gota d’água para mim e eu fui pesquisar QUAL ERA A DO JOGO QUE EU ESTAVA JOGANDO FAZIA DUAS HORAS.
aparentemente, o jogo foi pensado na ideia de você poder jogar de maneira dinâmica com jogadores on-line. como seria difícil para um player entrar numa campanha no meio dela sem saber o que fazer, foi decidido em fazer micro-histórias de sobreviventes em raccoon city nos dias da epidemia generalizada da cidade. e é aí que o problema reside. o jogo não consegue se decidir se quer contar uma história ou se simplesmente quer ser um grind infinito de você rejogar as mesmas histórias usando personagens diferentes (que possuem suas individualidades).
alguns cenários são INSUPORTÁVEIS. jogar o cenário do hospital é uma penúria completa, tem um inimigo que te persegue que você simplesmente NÃO PODE MATAR DE JEITO NENHUM. ELE APARECE EM TODA SALA DESSE CENÁRIO. TODA. SANTA. SALA.
isso somado ao fato de que você simplesmente reinicia o cenário DESDE O COMEÇO caso morra deixa você mais aflito por medo de morrer e ter que recomeçar do que realmente qualquer tipo de terror que esse jogo possa ter. o combate dessa desgraça é OFENSIVO. uma pistola nunca significou tão pouco num survival horror quanto nesse: eu me sentia mais protegido com a porra de um cano de metal em silent hill 2 do que com uma handgun com 15 balas no outbreak. todos os zumbis nesse apocalipse são o USAIN BOLT, pra conseguir dar um olé em um você tem que rezar um terço e ter muita fé pra acreditar que pode dar certo. aliás, o spawn de zumbis é infinito em 90% do jogo. no começo do primeiro cenário eu estava desesperado pois eu não tinha paz em MOMENTO NENHUM.
assustador, de verdade. não sei o que a capcom tinha na cabeça de trazer uma personagem DESSE JOGO de novo para a franquia, mas eu acredito que resident evil 9 vai ser um jogaço independente de tudo. o problema foi que eu quis ser curioso e descobrir a história da personagem na prática ao invés de só ler uma wiki.

